Olá Professora Simone e colegas!
Eu não conhecia esse medicamento fiquei surpresa e mais preocupada com as crianças. Me faz sentir-me mais responsável com minha profissão de EDUCADORA, percebo o quanto é importante a nossa capacitação e a aquisição de um olhar analítico e perceptível na convivência escolar. Imagino a ocilação psicológica que esse medicamento deve provocar na criança, que talvez não tenha nem noção do porque que ela está tomando essa droga.
Eu acredito que o uso da Ritalina seja uma evidência das nossas atitudes em querer resolver os problemas, e nesse caso as carências de nossos filhos/alunos, da maneira que nos custe menos tempo, afinal vivemos tão corridos, tão stressados, sufocados com tantas coisas que não mais nos sobram tempo para ouvir nossos filhos/alunos, para sabermos o que realmente eles necessitam.
Jailda - Futura Pedagoga pela Ufop
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Educação
Olá a todos!
"É muito fácil constatar que os jovens não têm mais o mesmo rítmo que tinham anos atrás, que os videogames e TV e computadores e internet mudaram sua a maneira de pensar e de lidar com o mundo. São várias janelas abertas, estímulos em número e intensidade frenética, simultânea e multitarefa. E a escola insiste em que as crianças e os jovens devem ser "comportados" e ficar sentados ouvindo alguém falar monotonamente sobre uma única coisa por longos períodos de tempo. . . Quando eles não se adaptam a isso são rotulados como inadequados, hiperativos e medicados com a droga da obediência.
O ser humano não é mais o mesmo porque o mundo mudou demais nas últimas décadas. Porque a escola quer ter alunos de pelo menos um século atrás? A incompetência da escola em lidar com os novos indivíduos tem fabricado os zumbis ritalinicos de hoje e estes, com esta medida, estão aprendendo que tudo pode ser resolvido com um "remedinho", uma "droguinha", uma solução mágica que o leva a ser o que as pessoas esperam que ele seja: estudioso, comportado, focado, concentrado e competitivo. No futuro eles têm até 50% mais chances de buscar outras drogas para driblar problemas cuja solução também ultrapassa sua química cerebral - e dessa vez, provavelmente, elas não serão lícitas ou receitadas por médicos.
Quem é inadequada, a criança ou a escola? Vale a pena medicar uma criança porque não se adapta à disciplina da sala de aulas ou não se sai bem nas avaliações?
No âmbito da Educação, a responsabilidade pelas mudanças cabe desde ao Estado que deve investir (na formação, em equipamentos e na remuneração dos profissionais da educação) até as mínimas condutas dos professores e a posição dos formadores de professores - por isso lançamos esse debate.
Porque a escola se nega a mudar ou muda tão lentamente? Qual a saída para a Escola? O que o professor pode fazer para acompanhar as mudanças desse mundo fluido? E a tecnologia, qual o papel dela para a construção de uma nova escola? Se você é professor, já parou para olhar e enxergar - de fato - uma criança que atrapalha sua aula e saber o que ela realmente precisa?
"É muito fácil constatar que os jovens não têm mais o mesmo rítmo que tinham anos atrás, que os videogames e TV e computadores e internet mudaram sua a maneira de pensar e de lidar com o mundo. São várias janelas abertas, estímulos em número e intensidade frenética, simultânea e multitarefa. E a escola insiste em que as crianças e os jovens devem ser "comportados" e ficar sentados ouvindo alguém falar monotonamente sobre uma única coisa por longos períodos de tempo. . . Quando eles não se adaptam a isso são rotulados como inadequados, hiperativos e medicados com a droga da obediência.
O ser humano não é mais o mesmo porque o mundo mudou demais nas últimas décadas. Porque a escola quer ter alunos de pelo menos um século atrás? A incompetência da escola em lidar com os novos indivíduos tem fabricado os zumbis ritalinicos de hoje e estes, com esta medida, estão aprendendo que tudo pode ser resolvido com um "remedinho", uma "droguinha", uma solução mágica que o leva a ser o que as pessoas esperam que ele seja: estudioso, comportado, focado, concentrado e competitivo. No futuro eles têm até 50% mais chances de buscar outras drogas para driblar problemas cuja solução também ultrapassa sua química cerebral - e dessa vez, provavelmente, elas não serão lícitas ou receitadas por médicos.
Quem é inadequada, a criança ou a escola? Vale a pena medicar uma criança porque não se adapta à disciplina da sala de aulas ou não se sai bem nas avaliações?
No âmbito da Educação, a responsabilidade pelas mudanças cabe desde ao Estado que deve investir (na formação, em equipamentos e na remuneração dos profissionais da educação) até as mínimas condutas dos professores e a posição dos formadores de professores - por isso lançamos esse debate.
Porque a escola se nega a mudar ou muda tão lentamente? Qual a saída para a Escola? O que o professor pode fazer para acompanhar as mudanças desse mundo fluido? E a tecnologia, qual o papel dela para a construção de uma nova escola? Se você é professor, já parou para olhar e enxergar - de fato - uma criança que atrapalha sua aula e saber o que ela realmente precisa?
Blog: Estagio Ufop, Profa Sandra Augusta de Melo
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